Grécia alarma<br> Eurogrupo
No dia em que o semanário Der Spiegel publicou a notícia de que o governo grego estava a estudar a hipótese de abandonar o euro, representantes dos principais países da zona euro reuniram-se de emergência, no Luxemburgo, para debater a crise.
No encontro informal de dia 6 participaram os ministros das Finanças da Alemanha, França, Espanha e Itália, Wolfgang Schäuble, Christine Lagarde, Elena Salgado, e Giulio Tremonti, respectivamente, com o seu homólogo grego, Guegórgos Papaconstantinou, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e o comissário dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.
No final do encontro, Junker recusou a possibilidade de a Grécia abandonar a união monetária, mas admitiu que o país precisa de um novo «plano de ajustamento», dada a situação de asfixia da economia e, por reflexo, das finanças helénicas, um ano depois da intervenção da troika FMI/BCE/UE.
Em Março, o governo grego conseguiu uma descida dos juros de 5,2 por cento para 4,5 por cento, e um prolongamento do prazo de reembolso de três para sete anos e meio. Todavia, o ministro das Finanças grego voltou a insistir na necessidade de melhorar as condições do empréstimo, através de uma nova redução dos juros e do alargamento do prazo para 30 anos, segundo fontes citadas pelas agências internacionais.